Um psicopata na Presidência, e em ação genocida deliberada. Marta e Paulinho explicam por quê

por Sulamita Esteliam

Para início de conversa, compartilho o texto do mestre Paulo Saturnino, sociólogo mineiro, didático sobre o assunto. Permiti-me usar a primeira frase como título:

Para entender o genocídio, no caso o genocídio bolsonarista

por Paulinho Saturnino Figueiredo – via WhatApp

Genocídio não é um acidente histórico, muito menos um somatório de maldades. Genocídio é eliminar populações indesejáveis, ou percebidas como nocivas ou descartáveis para o bem público. A concepção do genocida passa por aí, é uma estratégia ou plano, com maior ou menor grau de suporte ideológico e filosófico. 

Hitler, os conquistadores, desbravadores ou colonizadores, a igreja nas grandes descobertas ou domesticando as colônias, reclamavam pra si o genocídio com causa, e sem remorsos, como tinha que ser. 

No Brasil da pandemia, ainda estamos elencando os alvos preferenciais da “ação saneadora”:
– população de rua, marginal e inútil para a produção, em especial para o consumo, já que desprovida de renda;

– população idosa, de preferência pobre e periférica, por consequência majoritariamente negra, o que, parece, já se reflete na redução de obrigações do Estado, como aposentadorias, pensões etc;

– população fragililizada ou adoecida, e deficientes de todos os tipos, com reflexos imediatos nos mecanismos de suporte previdenciário;

– outros objetivos mais localizados, para atender demandas da selvageria das épocas onde o genocídio encontra espaço e forças para agir, e a lista é grande: indígenas, quilombolas, acampados em busca de terras onde plantar e outros. 

E, finalizando, aqui não considerei o lado mais perene de uma sociedade como a nossa, vocacionada para o genocídio. E o alvo sem concorrência sob tal aspecto, é a matança cotidiana e implacável da juventude da periferia, com apetite especial por jovens negros, que tem uma baixíssima expectativa de vida por essas terras da Santa Cruz.

Colapso cemitérios -RedePará
No Pará, em janeiro, o colapso chegou aos cemitérios – Foto: Rede Pará

Digo que nunca é demais repetir: vivemos um cataclisma no Brasil sob pandemia. Uma hecatombe que é fruto, em grande parte, da ação e omissão do capiroto-presidente, mais conhecido como genocida. Caos sanitário, social, econômico, político, moral. 

Tanto, que é objeto de CPI, a ser instalada no Senado, sem volta, a despeito de todas as tentativas de melar o processo; para desespero do fazedor de almas, aos milhares, parceiro número um do seu corona.

A alma humana, entretanto, enquanto habita o corpo, tem vacilações que a própria razão desconhece. E há quem considere que a ruindade intrínseca do ser humano, no caso brasileiro, não permite atribuir a culpa das mortes em massa como “culpa do presidente” .

São pessoas, algumas, bem-intencionadas, arrisco a acreditar. E que não deixam de ter razão sobre o tipo de ser humano que brotou das entranhas da caixa de pandora que se abriu com o golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff.

Gente que mandou a presidenta tomar no cu, em estádio superlotado. Gente que espalhou meme da primeira e única mulher a ocupar a Presidência da República, com as pernas abertas levando mangueirada de gasolina. Pois é…  todos democratas e patriotas.

É o mesmo tipo de “gente que finge aplicar vacina em idosos” para fazer uso pessoal do imunizante, por exemplo. Que exige que a empregada doméstica durma no emprego, que recolhe a carteira profissional e a devolve sem assinatura, que exige que a pessoa retorne ao trabalho mesmo sob atestado de Covid, e quando ela lembra seus direitos, a demite.

Gente que mata filho da empregada, como aconteceu com o menino Miguel, aqui no Recife. Gente que espanca, tortura e mata criança de 4 anos, como o menino Henry, no Rio de Janeiro, filho da companheira, que sabe-se Deus por que é conivente.

Sim, é  escabroso, é um horror. Sinto ânsia de vômito toda vez que penso a respeito. Na verdade, não consigo processar violência, muito menos contra crianças.

A estupidez e a crueldade são parte de nossa índole, desde sempre. Mas foram amplificadas, e muito, na campanha eleitoral de 2018 e no resultado do pleito que nos jogou definitivamente no abismo infindo.

Ora, o ser eleito para a Presidência é um psicopata, amparado pela milícia. Não tem a menor empatia com as necessidades e o sofrimento alheio.

E não é chegado a qualquer tipo de responsabilidade, desde que militou sob as hostes das Forças Armadas. Tanto que foi aposentado a bem coletivo, mas se locupleta com o amparo daqueles que um dia queria explodir.

Todos cúmplices; os que não negam, muito provavelmente, fingem arrependimento.

Não é loucura, é psicopatia. E agora não apenas definição do meu atrevimento e suspeição, é diagnóstico – da psicanalista e sexóloga Marta Suplicy. A ex-prefeita, deputada, ministra dos governos do PT e senadora por São Paulo pelo PMDB,  insuspeita porque  se permitiu inserir-se na categoria golpista, com total despudor. 

Isso para não esquecer, como pontua Paulinho Saturnino no texto que antecede esses comentários, os horrores da colonização, do passado escravocrata, da tortura e dos assassinatos da nossa gente, que vêm de antanho, passam pelos períodos ditatoriais e nos alcançam em pleno século 21.

Quem, de forma condescendente, tenta explicar o inexplicável, esquece ou não consegue ver que é parte do projeto manipular os maus bofes do tal do ser humano para concretizar o objetivo.

E atribuir ao destino os efeitos da pandemia, quando nada mais é do que isso: projeto de um ser que só se encontra no caos e na lama, holocausto de um peste, em nome da peste.

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