Identidade e pertencimento: a resistência dos povos indígenas contra o estereótipo e o racismo

por Sulamita Esteliam

O 19 de abril, Dia da Luta dos Povos Indígenas é celebrado no Brasil, e também nas Américas, para simbolizar a resistência que é parte indissociável da vida indígena, no caso de Pindorama, desde a invasão, em 1500.

Na verdade, de há muito o Abril Indígena acontece há 17 anos para mostrar a realidade de um povo que resiste ao genocídio e luta por seus direitos. E que hoje soma 300 nações espalhadas pelo território brasileiro.

Apesar das perdas, que não são poucas, nesta pandemia, fruto do abandono do desgoverno do capiroto-genocida. O texto de apresentação das atividades não deixa dúvida da dimensão da luta.

Após o pior março das nossas vidas, traremos o abril de maior mobilização das nossas lutas! Vimos mais de 1000 dos nossos caírem para a pandemia da covid-19, e sentimos a dor da perda de nossos velhos. Mas nós, povos indígenas, também temos ao nosso lado a força dos ancestrais.

Este ano, como em 2020, o Acampamento Terra Livre tem sua edição virtual, em Brasília. Demarcando as telas e lutando por direitos”. Começou dia 05 e vai até 30 de abril.

Lula pela vida - povos indígenas
Abril Indígena 2021 – Foto: Apib

Povo guerreiro, plural e resiliente, que está nas aldeias e nas cidades, nas universidades, na literatura, na economia, na comunicação e na política. Que forja pertencimento, gerações após gerações.

Pessoas que se orgulham do sangue e da cultura indígena, que reivindicam identidade e respeito. Que se comunica nas redes, sem perder o liame com suas raízes.

E para não cair na esparrela do “Dia do Índio” como minha geração e as da minha prole e mesmo sua multiplicação – espero que não continuem ensinando desta forma – aqui vai o recado de uma comunicadora indígena:

Muitos de nós não nos reconhecemos filhos da terra. Aculturaram-nos. Aculturamo-nos.

Embora, não raro, carreguemos marcas indissociáveis nos olhos, muitas vezes na pele, no corpo, no jeito de ser e lidar com o mundo.

Agora um vídeo-poema de Myrian Krexu, indígena da Nação Guarani Mbyá, narrado pela diva Maria Bethânia. 

Postei mais cedo no canal A Tal Mineira TV no Youtube. Tentei fazer o mesmo no Instagram e replicar no Facebook, mas fui barrada pela censura.

O aviso de bloqueio diz que o vídeo “fere contém imagens libidinosas de nudez, o que fere o protocolo” das redes, ou algo que o valha. Contestei, claro. Está “em análise”.

Clique para acompanhar as transmissões e a programação do Abril Indígena pelas redes da Apib Oficial

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PS:  Precisei editar a postagem: o título saiu com erro de digitação. Depois precisei refazê-la, porque o sistema desfigurou completamente a edição. Aí, muita coisa ficou pelo caminho. Peço desculpas por eventuais dissabores.

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