Fome e ódio: as heranças de um desgoverno

por Sulamita Esteliam

Finalmente, a coligação do líder nas pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República aciona o TSE para providências contra a violência política, que já fez ao menos duas vítimas fatais petistas.

Além da violência aos povos indígenas, que só este mês matou três pessoas, duas das quais adolescentes: um garoto de 14 anos, na Bahia, e uma menina de 12 anos, em Rondônia. Ameaças e perseguições contra apoiadores e candidatos pululam, de norte a sul do país.

Todavia, há outra violência surda, invisibilizada, embora gritante a cada esquina das capitais e das cidades do inteiror deste Brasil continental: a fome que assola os lares de 37 milhões de brasileiros e brasileiras. E quem mais sofre com esse flagelo são as crianças.

Pesquisa da Rede Pessanm, que se dedica ao estudo da fome no país – e reúne entidades como a Ação da Cidadania, Oxfam, Actionaid e Vox Populi revela, o que teimamos enxergar: já são 37,8% das famílias com crianças de até 10 anos que não têm o que comer; no geral o índice é de 30,7%.

Isso é criminoso.

É genocídio contra a população mais vulnerável. Os dois tipos de violência tem a mesma origem: o desgoverno e suas ações despidas de qualquer tipo de humanidade.

A proliferação de armas, liberadas por decretos presidenciais. O estímulo ao ódio e à intolerância a quem dele discorde ou vista vermelho. Isso de um lado.

De outro, o congelamento desde 2017, há cinco anos portanto, do repasse de recursos federais para a merenda escolar em R$ 0,36 por aluno do ensino fundamental; para jovens e adultos é R$ 0,32. À pré-escola o valor é de R$ 0,56 por aluno, e para as creches R$ 1,07 para café da manhã, almoço e lanche da tarde.

Absoluta crueldade – que vem do desgoverno golpista do mordomo ursurpador, Michel Temer.

É do conhecimento até dos arrecifes da Praia de Boa Viagem que a grande maioria dos estudantes da rede pública tem na merenda suas únicas refeições do dia. Sobretudo nos municípios onde a arrecadação é pífia e a administração dependente fundamentalmente dos repasses.

Não bastasse a covardia reinante, a herança que fica para o próximo governo é um veto ao reajuste de 34% para 2023 nas verbas para a merenda escolar.

Bom não esquecer que a miséria, e portanto a fome, haviam sido extipardas do Brasil com os programas Fome Zero e Bolsa Família nos governos Lula e Dilma.

Em dois anos de desgoverno Temer e quatro do Coisa-ruim, tudo foi desmantelado – com a contribuição desavergonhada das bancadas aliadas ao desgoverno, o chamado Centrão, no Congresso Nacional.

Deixo abaixo os links para as reportagens a respeito da barbárie de sangue e desnutrição.

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Fontes requisitadas:

Revista FórumEm ação com mais de 60 páginas, Lula cobra medidas do TSE contra escalada da violência política 

Carta CapitalNo Brasil, risco de fome atinge 37% dos lares onde vivem crianças com menos de10 anos

Coluna Carlos Madeiro/UolBolacha e suco: sem reajuste há 5 anos, merenda se torna lanche em escolas

TijolaçoA fome que Jair não vê bate à porta das urnas

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