Mandela se vai, sua luz permanece

por Sulamita Esteliam

 

E Mandela fez-se estrela, aos 95.

Não choremos sua morte:

Mandela é luz que não se apaga.

Viva  Madiba!

 

Nelson Mandela é luz que não se apaga - Foto: Jon Hrusa/Agência Lusa-ABr
Nelson Mandela é luz que não se apaga – Foto: Jon Hrusa/Agência Lusa-ABr

Não vou fazer o necrológico de Mandela. Todos os meios de comunicação mundiais já o fizeram – clique para ler e compare as manchetes no Brasil e no MundoVeja também a seleção de fotos sobre a trajetória do líder sul-africano publicada pela New York Magazine, que capturei no Twitter.

Escrevi sobre Nelson Mandela, aqui neste blogue, ano passado. Hoje busquei um poema para homenageá-lo. Encontrei justo aquele no qual se inspirou para resistir e não se perder nas longas noites de prisão em Robben Island, onde cumpriu 30 anos de trabalhos forçados por opor-se ao Apartheid na sua África do Sul. 

O poema foi escrito em 1875 pelo britânico Willian Ernest Henley. Seguem o original em inglês e a versão para a nossa língua pátria:

 

Invictus 

Willian Henley

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishment the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul. 

Invictus 

Dentro da noite que me rodeia
Negra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existem
por minha alma indomável

Sob as garras cruéis das circunstâncias
eu não tremo e nem me desespero
Sob os duros golpes do acaso
Minha cabeça sangra, mas continua erguida

Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
Jazem os horrores da sombra.
Mas a ameaça dos anos,
Me encontra e me encontrará, sem medo.

Não importa quão estreito o portão
Quão repleta de castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma.

 

 


2 comentários sobre “Mandela se vai, sua luz permanece

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