O grito coletivo dos excluídos da democracia

Conde da Boa Vista, no Recife e...
Conde da Boa Vista, no Recife e…
Praça da Estação em Belo Horizonte - Fotos: Maxwel Vilela/Jornalistas Livres
Praça da Estação em Belo Horizonte – Foto: Maxwel Vilela/Jornalistas Livres
por Sulamita Esteliam

O País inteiro gritou #ForaTemer neste feriado de 07 de setembro, Dia da Independência do Brasil, desde 1995 dia também do Grito dos Excluídos, mais do que nunca hoje #ExcluídosdaDemocracia. Grito que ecoou no exterior, onde brasileiros também se manifestaram contra o golpe.

Na capital federal, o usurpador traíra fugiu do carro aberto para chegar à tribuna oficial do desfile cívico-militar, e não passou em revista a tropa, quebrando a tradição. Isso é nada para quem rasgou a Constituição.

A covardia resultou-se vã: foi recebido como merece, com vaias e gritos de #ForaTemer, golpista!

À noite, um Maracanã inteiro de vaias para sua excelência, o traíra usurpador, na abertura das Paraolimpíadas, no Rio:

 

 

Em Belo Horizonte, a manifestação começou na Praça Raul Soares, seguiu pela Amazonas, com parada tradicional na Praça 7, desviou pela Caetés e encerrou com banho de chafariz na Praça da Estação, registra o coletivo Jornalistas Livres.

 

Em São Paulo houve dois atos: pela manhã, a exemplo de outras capitais e cidades do continente Brazilis, no bojo do 22º Grito dos Excluídos. Saiu da Praça Oswaldo Cruz, tomou a Brigadeiro Luiz Antônio e encerrou no Ibirapuera.

À tarde, novo ato chamado pelos coletivos da juventude paulistana, se concentrou na Praça da Sé e seguiu em direção à Av. Paulista – Carta Capital reporta. A princípio, se encerraria no vão do Masp, mas só terminou noite ja feita na Praça da República, mostram as transmissões dos coletivos Jornalistas Livres e Mídia Ninja.

 

No Recife, o povo, aos milhares, atravessou a manhã em protestos e só parou quando a tarde já era feita. Saiu da Praça da Democracia, no Derby – ou da Resistência, como definiu frei Aloísio Cardoso no encerramento do ato -,  e seguiu até a Praça da Independência, mais conhecida como Pracinha do Diário, no Santo Antônio.

Foi o maior ato dos últimos tempos na capital pernambucana. Mesmo o Grito dos Excluídos, organizado pelos movimentos sociais e pelas pastorais católicas, jamais vi tanta gente na rua, nem nos tempos árduos do segundo governo FHC.

Euzinha e o maridão, Júlio, pegamos a marcha já na metade do caminho. Eis algumas das fotos que capturamos:

 

Fecho com o clipe produzido para e veiculado pelo coletivo Jornalistas Libres:

 

Postagem revista e atualizada em 08.09.2016, às 10:49 horas: correção da data do início do Grito dos Excluídos no Brasil; e novamente às 19:08 horas para extrair palavras e frases repetidas. Com minhas desculpas.


2 comentários sobre “O grito coletivo dos excluídos da democracia

  1. NOS ANOS 1960/70, NÓS LUTAMOS E VENCEMOS OS GENERAIS E SEU GOVERNO DESPÓTICO… ENFRENTAMOS TANQUES DE GUERRA, METRALHADORAS E O DOI-CODI.

    Naquela época não havia internet… Só a Globo e a Folha imperavam no reino da comunicação… Agora é diferente. Para todo evento público, haverá sempre um celular filmando e um jornalista progressista relatando os fatos em tempo real. Não há mais como esconder a verdade, não há mais como enganar o povo, mentir e manipular os acontecimentos. O Temer sabe disso. Os fascistas que usurparam o Poder sabem disso. E por isso, tentam, a todo custo, sufocar os movimentos de resistência ao Golpe, antes que estes se tornem, como de fato já estão se tornando, incontroláveis.

    A agressão que resultou na perda da visão de uma jovem, feita pela PM de São Paulo, somada à repressão a protestos pacíficos, as agressões injustificadas a manifestantes (último dia 4, aqui em São Paulo) e a jornalistas que tentam registrar a verdade dos fatos (v.g. o da BBC), isto, por si só, já constitui crime contra a humanidade, passível de julgamento pela Corte Internacional de Justiça.

    Não vamos dar trégua. Vamos resistir. Não nos curvemos diante de um punhado de canalhas que tentam tomar o Poder à força. Nós somos o Povo. Somos a força mais poderosa de uma República.

    Nesse momento de seguidas e patentes agressões aos mandamentos da Constituição Federal, temos não apenas o direito de resistir, mas também a obrigação de lutar, pacificamente que seja, pela consolidação da incipiente Democracia em nosso país, pelo restabelecimento do status quo e pela restauração da paz, da liberdade e da JUSTIÇA.

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