‘Nós somos o Povo’: temos o direito à luta e a obrigação de resistir

por Sulamita Esteliam

A Tal Mineira reproduz  mais abaixo o comentário do leitor Cícero Costa na postagem O Grito Coletivo dos Excluídos, sobre as manifestações contra o golpe no Brasil no 7 de Setembro.  O recado é claro, e está no título: temos o direito à luta e a obrigação de resistir. Somos o povo.

Devo confessar que esta escriba está em crise de náuseas com as notícias do dia.

Sobretudo, enoja a mais recente desfaçatez de Rodrigo Janot, o procurador-Geral da República, ao indicar um parceiro de Aécio Neves para vice-procurador, o também mineiro Bonifácio Andrada. Ele substitui Ela Wiecko de Castilho, que pediu exoneração dia 30, após da consumação do golpe.

É uma manobra política de alto calibre. O colega Luis Nassif analisa, no GGN. Clique para ler O Xadrez do acordão da Jato e a hipocrisia nacional.

por Cícero Costa

NOS ANOS 1960/70, NÓS LUTAMOS E VENCEMOS OS GENERAIS E SEU GOVERNO DESPÓTICO… ENFRENTAMOS TANQUES DE GUERRA, METRALHADORAS E O DOI-CODI.

Naquela época não havia internet… Só a Globo e a Folha imperavam no reino da comunicação… Agora é diferente. Para todo evento público, haverá sempre um celular filmando e um jornalista progressista relatando os fatos em tempo real. Não há mais como esconder a verdade, não há mais como enganar o povo, mentir e manipular os acontecimentos. O Temer sabe disso. Os fascistas que usurparam o Poder sabem disso. E por isso, tentam, a todo custo, sufocar os movimentos de resistência ao Golpe, antes que estes se tornem, como de fato já estão se tornando, incontroláveis.

A agressão que resultou na perda da visão de uma jovem, feita pela PM de São Paulo, somada à repressão a protestos pacíficos, as agressões injustificadas a manifestantes (último dia 4, aqui em São Paulo) e a jornalistas que tentam registrar a verdade dos fatos (v.g. o da BBC); isto, por si só, já constitui crime contra a humanidade, passível de julgamento pela Corte Internacional de Justiça.

Não vamos dar trégua. Vamos resistir. Não nos curvemos diante de um punhado de canalhas que tentam tomar o Poder à força. Nós somos o Povo. Somos a força mais poderosa de uma República.

Nesse momento de seguidas e patentes agressões aos mandamentos da Constituição Federal, temos não apenas o direito de resistir, mas também a obrigação de lutar, pacificamente que seja, pela consolidação da incipiente Democracia em nosso país, pelo restabelecimento do status quo e pela restauração da paz, da liberdade e da JUSTIÇA.

 

Fotos/Jornalistas Livres: povo na rua no Dia da Independência, no Recife e em Belo Horizonte


2 comentários sobre “‘Nós somos o Povo’: temos o direito à luta e a obrigação de resistir

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