Lula aos jornalistas: “Tô que nem o Garrincha. Tô namorando o povo…”

por Sulamita Esteliam

Absolutamente, não sou personalidade, mas já que é aberto, assinei o manifesto que denuncia a perseguição jurídica, que é política, ao ex-presidente Lula. É questão de democracia e de justiça.

Sobretudo, acredito na inocência de Luiz Inácio. E estou convencida de que, como titula o manifesto, eleição sem Lula é fraude. Caso você se inclua nessa vibe, clique e assine.

O crime de Lula, ele próprio define, “é ser o candidato com mais chance” de ganhar as eleições 2018, de pois de ter “incluído o pobre no orçamento”. Está na cara, e a opinião pública já começa a se aperceber disso.

Tanto que o índice de aprovação do ex-presidente, medido pelo Ipsos – não é pesquisa eleitoral – dispara, enquanto os outros caem.

O Estadão, parceiro do Ipsos nesta empreitada, comete ato falho ao escrever na matéria que divulga o estudo: “Lula atinge o ápice de 45% de aprovação“.

Aí, é como diz aquela estudante de medicina, em discurso para a presidenta Dilma, no Palácio do Planalto, antes da consolidação do golpe: “a casa-grande pira”!

Até as 18:35 horas desta quinta-feira, 21 de dezembro, 33 mil pessoas assinaram o documento que é, a um só temo, de apoio e protesto.

E digo que estou em boa companhia: Chico Buarque, Hildegard Angel, Mino Carta, Noam Chonsky,  Eric Nepomuceno, Fernando Morais, Tereza Cruvinel, Maria Vitória Benevides, Milton Hatoun, Fábio Konder Comparato …

Há quem discorde, veementemente. E a esses eu desafio, provem o contrário, que dou a mão à palmatória.

A Polícia Federal, a Força Tarefa de Curitiba levaram três anos escarafunchando a vida do ex-presidente. Chegaram a um power point risível, base da condenação do juiz Sérgio Moro.

Agora a bola está com o TRF-4 que pisa no acelerador porque, tudo indica, já tem opinião formada. Porto Alegre vai pegar fogo dia 24 de janeiro, data marcada para o julgamento do recurso à sentença condenatória.

Lula diz que conta com a absolvição: “Quero 3 votos a zero…”

O ex-presidente chamou coletiva de imprensa  no Instituto Lula, em São Paulo, na quarta, 20. Tipo, se Maomé não vai à montanha… Coleguinhas da mídia venal e blogueiros regulares e “sujos”, de São Paulo.

Aí, a gente entra atrasado, mas no firme propósito de desconhecer prazo-limite. Afinal isto é um blogue, não um sítio noticioso. Pois então.

Lula sugeriu que os jornalistas mirem-se no exemplo do feroz opositor, ex-blogueiro da Óia-Veja e colunista da Jovem Pan, agora na Rede TV News. Reinaldo Azevedo afirma e reafirma ter lido e relido o processo e também a sentença e não encontrou provas.

“Eu aconselho vocês a lerem as peças (do processo) para me defenderem, como o Reinaldo Azevedo está fazendo. Ele todo dia fala: “Eu li. Eu li o processo”. Eu n]ao peço para dizerem que eu sou inocente, não. Peço que vocês leiam. E, se acharem uma vírgula de culpa, por favor, me telefonem. É só isso.”

Interessante que Lula deu entrevista ao lado de Fernando Haddad, encarregado, segundo Lula, de elaborar o programa para um novo Brasil.

Repetiu aquela história de ser “um velho de 72 anos, energia de 30 anos e tesão de 20 anos”… um dos mantras que tem usado para provocar os adversários.

Aí, o repórter do Estadão perguntou se Lula está namorando. E entrevistado saiu-se com essa, na descrição de Renato Rovai, em seu blogue:

 

“–  Olha, a Cláudia tem recebido muitas cartas, muitos emails, tem muita candidata, mas tanta candidata que eu tô até pensando em abrir uma licitação…

E pra finalizar, deu um drible nos curiosos, lembrando do Mané:

– Uma vez um repórter perguntou pro Garrincha o que ele achava de ser a alegria do povo. E o Garrincha respondeu: eu não acho nada, porque na verdade o povo é que é minha alegria. Eu tô que nem o Garrincha. Tô namorando o povo. Tá ótimo namorar o povo.”
O Luis Nassif estava lá no café da manhã-entrevista, e publicou a íntegra, em oito capítulos, que podem ser lidos a partir do primeiro. Registro histórico.
No Tijolaço, Fernando Brito transcreve o que ele considera a melhor versão na mídia venal, da colunista Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo.
Transcrevo a versão da entrevista publicada pela Rede Brasil Atual, uma boa condensada, fruto da experiência de Paulo Salvador:

Lula: ‘Meu crime é ser candidato com mais chance? Façam uma chapa e ganhem’

Em entrevista nesta quarta, ex-presidente falou do julgamento em Porto Alegre, em 24 de janeiro, e exortou adversários a concorrer nas urnas, em vez de esperar pelo Judiciário
Foto: Divulgação/Instituto Lula
por Paulo Salvador – RBA

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu na manhã desta quarta-feira (20) entrevista coletiva para 11 repórteres e blogueiros do Brasil e estrangeiros. Bravo com a condenação, sem provas sobre o tríplex de Guarujá e bem-humorado com a vida, Lula falou sobre as acusações, a condenação, o julgamento do recurso no Tribuna Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, em 24 de janeiro, candidatura, campanha, referendo revogatório, alianças, políticos e partidos.

Sobre o julgamento que provocará intensa mobilização do campo progressista, o ex-presidente afirmou que a atuação política e seletiva da Operação Lava Jato deixou o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, assim como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal com acusações em que só há delações. “Eles estão sem rota de fuga, mentiram e não têm como sair.”

“Minha vontade é ter atestado de inocência no dia 24, não posso aceitar entrar para a história como culpado. Acho engraçado que a imprensa não deu nada do Tacla Duran (ex-advogado da Odebrecht), imagine se fosse o PT. Qual o meu crime, ser um candidato hoje com mais chance?!  Então, eles que façam uma chapa e ganhem. Se o apartamento é meu, que me entreguem a chave, quem sabe o nosso próprio encontro possa ser na varanda do apartamento.”

Acusações da Lava Jato

Vivemos no Brasil um momento atípico, acho que vai continuar assim por mais um tempo e o Brasil só vai voltar para a normalidade quando o povo eleger o presidente e que tenha condição de montar um governo que só o eleito tem.

Eu não posso estar mal-humorado porque sou corintiano, tem mais gente com motivos de estar mal-humorado, menos eu. A minha condenação será a negação da justiça, que vai ter que fazer para transformar uma mentira em verdade e julgar uma pessoa que não cometeu crime, até agora não apresentaram provas. Na avaliação de centenas de juristas é quase uma piada. Tenho desafiado a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, que apresentem uma só prova. Tudo começou com uma mentira, seguiu como mentira e o Moro aceitou a mentira. Tudo agora está subordinado à imagem pública, ao que a imprensa fala do processo, eles estão sem rota de fuga, mentiram e não têm como sair. Não é possível alguém dizer que alguém é dono e não é dono. A mega mentira foi o power pointdo Dallagnol (Deltan Dallagnol, procurador do MPF). Minha vontade é ter atestado de inocência no dia 24, não posso aceitar entrar para a história como culpado. Acho engraçado que a imprensa não deu nada do Tacla Duran, imagine se fosse o PT. Qual o meu crime, ser um candidato hoje com mais chance?!  Então, eles que façam uma chapa e ganhem. Se o apartamento é meu, que me entreguem a chave, quem sabe o nosso próprio encontro possa ser na varanda do apartamento.

Governo Temer

O orçamento é o mais comprometido, Temer continua gastando para continuar no governo, cortando na educação, na saúde. Quando venci, os economistas diziam que o Brasil estava quebrado. A economia para dar certo é preciso que quem esteja falando tenha credibilidade na sociedade. A relação do Brasil com os países ricos é muito estável, tudo em torno de 5, 6, 7%, no nosso governo a relação com a Argentina chegou a 30% (do comércio entre os países). Não pode ser governante pensando só em vender para pagar dívidas, quando acabar, o país está quebrado. Sou contra o estado empresário, não pode perder o seu papel de indutor da economia, onde deve receber universidade, indústria, centro de pesquisa, escola técnica. Na crise de 2008 nós usamos os bancos para sair mais rápido da crise. O Estado não é neutro. Quem não depende do Estado é que manda o Temer fazer o desmonte, porque quer mais recursos para eles. Conversem com a Laura Tavares, filha da Maria Conceição Tavares, especialista em Previdência. Quando incluímos 7 milhões de trabalhadores rurais na Previdência, nós arrumamos o dinheiro, mas aí veio o Malan e juntou a Previdência no orçamento da união e eu briguei com o Mantega para tirar.

Eleições

É possível ganhar as eleições, juntar gente séria e juntar empresários, milhares de pequenos empresários para reconstruir o país na base da produtividade. Eu posso usar o compulsório, posso pegar uma parte da reserva e aplicar na economia para o país crescer e voltar a ser competitivo. Se eu casei com a dona Marisa e chego querendo vender a geladeira, o fogão, o bule do café, aí eu levo a dona Marisa para a pobreza. Eles tratam a Petrobras como empresa de petróleo, é uma indústria com peso de indução de pequenas e médias empresas brasileiras. Eles não têm noção do que foi feito com a indústria naval.

 A peça processual

Vou esperar a minha inocência, quero por 3 a zero. Só queria que eles lessem a peça processual. Eu vi um artigo do Emir Sader que calculou que o revisor leu 2 mil páginas por hora, isso é impossível. Quero que eles leiam e grifem onde está a prova. Se condenarem, tem ‘n’ recursos, vou continuar viajando defendendo o Brasil, a América Latina, os Brics, o Brasil não nasceu para ser um vira-lata. Tem que se enxergar.

Eu tenho que viajar para a Etiópia a convite da União Africana. Não sei se vou ou não a Porto Alegre, não tenho que ir, mas não sei se vou e como réu não vou participar das manifestações, mas o PT deve divulgar o máximo possível a acusação e a defesa, debates nas universidades, quero que as pessoas tenham acesso ao processo e os meus acusadores vão ficar ridicularizados. Comparo à minha situação da invasão do Iraque, o Bush sabia, o Tony Blair sabia que não tinha armas químicas, cadê as armas químicas, e o Saddam Hussein também mentiu que tinha armas químicas e não tinha e não teve coragem de dizer de público. Preferiu se esconder num buraco como rato. Aquele país tinha um poço descoberto pela Petrobras com 80 bilhões de barris de petróleo. É dessa forma a mentira da Polícia Federal, do Ministério Público. Se eu não acreditar na Justiça, o que vou fazer com 72 anos, luta armada? Os homens da Justiça devem fazer jus a essa Justiça.

Campanha de ódio

O candidato a presidente não pode se envolver com as negociações de outros partidos, isso deve ser feito pelo presidente do partido ou coordenação da campanha, o candidato deve ficar de fora para intervir se precisar. 2014 foi muito atípico, muito diferente por causa de 2013; primeiro foi a imprensa e polícia em cima de 3 mil meninos brigando por passe livre, depois mudou e eu vejo com muita desconfiança, ali começou a surgir a ideia de afastar o PT do poder, a campanha de 2014 teve muito ódio que não tinha não outras eleições. O Aécio colhe o que plantou. Tentei ajudar a Dilma a discutir o governo, eu fui na apuração e vi que tinha algo estranho no semblante da Dilma, saí de lá com a certeza tinha deixado ela desconcertada, não sei o que era, mas algo estava errado. Ela teve o tempo dela. Houve um choque quando a Dilma apresentou a reforma, principalmente para o pessoal que entrou na campanha, os mais jovens, parte do movimento sindical que não queria a direita e foi um choque a proposta de reforma. Isso facilitou para nossos adversários chamarem de estelionatário eleitoral.

Referendo revogatório

Acho que nós vamos voltar melhor que nos governos anteriores, as pessoas que estavam comigo estão muito melhor, vejam o Haddad (presente na entrevista) antes era só universidade e agora foi prefeito de São Paulo. Eu quero fazer uma eleição dizendo o que vai acontecer, não quero dizer meias verdades, quero dizer que vamos defender o referendo revogatório. Vejam que a elite brasileira, que perdeu as eleições de 1988, já fez uma nova Constituição, é só pegar as emendas aprovadas. Vamos ter que discutir estrategicamente e de forma soberana o Brasil. Não pode ficar assim de a cada eleição mudar a Constituição, o povo tem que saber que para fazer as mudanças que o Brasil precisa, tem de votar num candidato progressista e num deputado progressista.

Na campanha quero dizer porque o povo pobre tem que pagar menos imposto que o rico, porque o rentista não pode pagar mais, temos que fazer uma política tributária diferente, colocar em prática o imposto sobre herança. Vamos mostrar o que ocorre na Inglaterra, nos Estados Unidos. Nós estamos mais maduros, fiz duas reformas tributárias, uma tinha unanimidade, mandei para o Congresso Nacional, e não andou. O Serra não queria.  Não vai ser uma campanha só pedindo voto, queremos uma campanha de Nação, que Brasil nós queremos.

Haddad no programa de governo

Por isso, o Haddad já foi indicado pela executiva do partido para organizar o debate sobre programa (de governo). Eu não preciso ser candidato para fazer o que eu já fiz, isso é bobagem, eu quero fazer o que eu não fiz. Dizem que estou radical, eu não estou radical, estou mais sabido. Eu sei de onde eu vim e o que eu sou. Quero dizer que o povo pobre vai subir mais um degrau na escala social, a sala da casa grande vai ficar mais próxima da sala do mais pobre.

Maluf

Com quem eu vou governar? Com quem eu vou me aliar? Na campanha do Haddad, eu estava com câncer e fui chamado para tirar foto com Maluf, afinal o Haddad ia ganhar mais dois minutos na televisão e candidato desconhecido precisa desse tempo, mas eu não precisava daquilo. O ideal seria o PT eleger a maioria, mas aí daria racha. Assim, você tem que compor com quem está lá. Fazer acordos programáticos. Se você é candidato e não quer fazer acordo com nenhum partido, porque todos são ladrão, essa pessoa não vai se eleger nem governar.

Corrupção

A corrupção é um problema grave no mundo inteiro, nós sabemos o que aconteceu na Espanha, na França, na Alemanha. Lamentavelmente, o ser humano tem suas falhas e felizmente no Brasil temos instrumento para combater a corrupção. Nós aprovamos um monte de propostas para combater a corrupção e vocês vão dizer que esse partido é “fueda”. O fato de prender o empresário não pode quebrar a empresa, para continuar gerando emprego, vejam o exemplo da Samsung. Aqui quebram vários ramos. Criam a palavra propina, que está no mundo judiciário. Acho que uma boa parte do dinheiro que está fora é de evasão fiscal, de dinheiro roubado, está lá fora sem pagar imposto. Vai pagar um pequeno imposto para trazer de volta, mas não trouxeram.

Lembro-me do debate no G20 sobre dificultar a vida dos paraísos fiscais, queríamos mexer com a Suíça e eles queriam mexer com o Uruguai. O que não dá para aceitar é a instituições se transformando em partidos políticos. Lembro-me do espetáculo na invasão do Instituto, parecia que tinha arma, tinha de tudo e não acharam nada, isso é um atentado à democracia, a condução coercitiva é um atentado, se você chama o cara e ele não vem, aí sim, você conduz, mas quando eles vão na minha e não encontram nada deveria ter vergonha na cara. Eu não vou morrer enquanto eles não pedirem desculpa, quero ver o Willian Bonner pedindo desculpa no Jornal Nacional. Mexeram com um homem honesto e vou brigar com eles até o resto da minha vida.

Argentina

A única diferença entre a Cristina Kirchner e nós é que o Macri foi eleito e aqui não, e isso está acontecendo em El Salvador e há uma judicialização da política em toda a América Latina. Infelizmente, a televisão brasileira dá mais notícia sobre o Trump que da América Latina. Lembro que a Alca foi desconstruída em Mar del Plata. Construímos muitas políticas em comum na América Latina.

Se nós ganharmos a eleição aqui, a América Latina terá muitos candidatos de esquerda. Se teve um viés de direita, pode ter um novo viés de esquerda. O Brasil tem muita responsabilidade e precisa de muito compartilhamento com os países na América Latina. Veja o que era a economia do Paraguai e depois que construímos o linhão de energia elétrica. Eu creio que a Cristina vai voltar, ela está com 62 anos, ela deve falar como eu, tenho 72 anos, energia de 30 e tesão de 20.

Se formos eleitos teremos uma relação muito forte com os países da América Latina, com a África, com os Brics, o Brasil tem que jogar esse papel. O Brasil não tem contencioso, o Brasil tem contencioso com sua elite, de um país complexado e pequeno. Teremos uma relação internacional ativa. Na relação com os EUA, dar uma importância para um lado, isso não significa que não daremos importância para outro lado.

Partidos

O único partido que não vai mudar de nome é o PT, nós somos uma causa, não só uma legenda. Agora o pessoal quer criar o Vamos, tudo bem, e daí? O Bolsonaro tem 49 anos de deputado e quer passar a ideia de que não é político. Tem sete mandatos, filho com mandato, quase um partido, e diz não sou político. Eu prezo muito os partidos políticos.

O PT sabe que deve constituir alianças políticas com candidatos. Uma pessoa que é mais conhecida que nota de R$ 10 não precisa compor por tempo político na televisão. Eu pergunto para os sem terra quantos deputados vocês vão eleger, pois os fazendeiros têm muitos deputados. Falei com o Boulos (Guilherme Boulos, coordenador do MTST) a mesma coisa. Temos que fazer um debate sobre a campanha presidencial, mas também com a congressual. Ninguém coloca no currículo que é fazendeiro ou latifundiário, que é matador de índio no Mato Grosso do sul.

Financiamento de campanha

Sinceramente, esse negócio de empresário colocar dinheiro na campanha, eu não conheço um que tenha vendido casa, carro ou barco para gastar na campanha. A campanha tem que ser mais verdadeira. No dia da votação o eleitor deve saber que o candidato tem 800 casas e será contra a luta dos sem tetos. Ou que tenha terras e nunca será a favor da agricultura familiar. Nas alianças devemos saber a realidade de cada estado. Como o Pimentel (Fernando Pimentel, governador de Minas) vai abrir mão do PMDB que o defende o tempo inteiro. Como o Requião (senador Roberto Requião) vai abrir mão da aliança no Paraná.

Em nível nacional não dá para fazer aliança nacional, mas depende de alianças por estados. As evidências da minha inocência são tão fortes, recomendo que vocês façam como o jornalista Reinaldo Azevedo, leiam a peça. Como eles podem tentar evitar que um velhinho de 72, com energia de 30 e com tesão de 20 não pode ser candidato? Como podem impedir um cara com energia maior que todos juntos?

Educação

Educação não é gasto. Este país vai investir em tecnologia, vai criar uma consciência de que nunca será um país se não investir na educação. Eu tenho ideia de federalizar o ensino médio, tenho a ideia de quem ganha até 5 salários mínimos não pagar imposto de renda, quero fazer tudo isso à luz do dia, quando o povo for votar sabe o que vai aprovar.

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Crédito para as fotos do mosaico ao alto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula


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