Patos cansados, poucos foram à rua, e a mídia venal pira!

Ala da Unidos do Tuiuti, campeão moral do Carnaval 2018 no Rio

por SulamitaEsteliam

O A Tal Mineira reproduz tuíte do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, a partir de postagem coletivo Jornalistas Livres no FB. É o resumo do que foram as manifestações convocadas pelo Vem Pra Rua no Recife e no Brasil: um fiasco.

Aqui, na capital pernambucana, houve até convocação via carro de som, um hábito não muito saudável da terra, praticado também pelos movimentos sociais e sindicais, por políticos e vendedores ambulantes: emprenhar pelos ouvidos.

Na rua onde eu moro, passou duas vezes, no meio e no fim de tarde. Uma das palavras de ordem é “a lei é para todos”. A outra, é “Lula é autoridade e tem que ir para a cadeia”.

A manifestação foi em Boa Viagem, no quarteirão seleto da praia, a partir da padaria de mesmo nome até o Segundo Jardim. Deu xabu!

Ora, se a lei é para todos, que se cumpra a lei. E é nisso que se fundamenta o pedido de Habeas Corpus que o STF julga nesta quarta, em Brasília.

Na capital federal consta que havia 30 manifestantes e uma bicicleta na Esplanada dos Ministérios.

Em São Paulo, no fim da tarde, nada além do que 500 pessoas. Lá pelas 20:00 horas, a conta da insuspeita Óia-VejaSP! foi multiplicada por 100, segundo matéria capturada no DCM.  A imagem comparativa das manifestações pelo golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, a legítima, fala por si.

 

Mesmo Beagá, que nessas horas costuma dar vexame, não conseguiu mostrar tanto fôlego. As fotos da mídia local mostram um aglomerado meio que forçação de barra na Praça da Liberdade, local de concentração dos paneleiros e “milhões de Cunha” de outrora.

Em compensação, na Praça Afonso Arinos, junto à Faculdade de Direito da UFMG, a vígilia por Lula Livre fez o contrapeso e o esquenta para o ato desta quarta.

Vigília na Praça Afonso Arinos – Foto: Lúcia Azevedo

No Rio, alguns gatos pingados em frente ao Othon Palace.

“Mixuruca”, foi a palavra usada pelo Ricardo Noblat, que já foi jornalista e se travestiu em pena de aluguel – primeiro no Globo, agora na Óia-Veja!

Só sei que foi assim…

A despeito do esforço coletivo de empresários tipo o dono da Sky. Ele foi intimado pela Justiça do Trabalho a retirar o constragimento da convocação a seus empregados para o ato político, sob pena de multa. Ação do Sinttel – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Telecomunicações.

Para isso serve um sindicato, uai!

Mesma sorte não tiveram os empregados da academia Smart Fitt. O dono, um sonegador de longa data, teve o mesmo comportamento, mas ao que sabe até agora não foi autuado em flagrante ilegalidade como seu colega da multinacional.

Daí que, como diz o colega Esmael Morais, em seu blogue, “bateu o desespero na Globo”, que botou seus repórteres nos locais das manifestações para convocar os patos.

Que afinal se mostram cansados, pois que a chibata do golpe já se abate sobre seus lombos.

Afinal, o povo que é o povo, quer Lula livre.

São algumas das boas notícias do dia.

As más são da mesma natureza. A escalada histérica da mídia golpista, que segue prometendo o apocalipse caso o STF conceda o Habbeas Corpus a Lula.

Ou, quiçá, caia em si e julgue as ações que questionam a inconstitucionalidade da prisão em segunda instância, sem o trânsito em julgado do processo, conforme o Artigo V da Carta Magna de 1988, regulamentada pelo artigo 283 do CPP.

Em outras palavras bem ditas ou escritas pelo colega Fernando Brito, do Tijolaço: “O que eles temem é que o Supremo, mesmo com imenso atraso e ínfima minoria, ponha um freio simbólico à escalada autoritária do Judiciário”.

Quando até Gilmar Mendes admite o dano à imagem do Brasil lá fora caso o Supremo negue o Habbeas Corpus a Luiz Inácio Lula da Silva, acende-se uma luzinha no fim do túnel.

Não é que se possa crer na mudança de postura de Gilmar. Antes pelo contrário, ele pensa nos seus, quando recomenda acatar a Constituição.

Ainda de Portugal, onde estava em seminário de interesse de seu instituto de educação, o ministro que negou a posse de Lula como ministro de Dilma, em meio à crise institucional açulada pela preparação do golpe, foi bastante claro:

“Se alguém torce para prisão de A, precisa lembrar que depois vêm B e C”.

Talvez, a essa altura, seja a possibilidade a atiçar a fúria.

Sobre a condenação, segue a procura por uma prova, de qualquer natureza que não convicções e manipulações.

Deixo o vídeo em que o advogado José Roberto Batochio, da equipe de defesa do ex-presidente Lula, explica tudinho, tim-tim por tim-tim. Quem sabe ajude na reflexão de algum renitente incauto que aporte por aqui…

 

 

 


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