Cartas do Recife para ‘meu querido presidente’ e Esquivel no Circo da Democracia

por Sulamita Esteliam

Enquanto a justiça, assim mesmo, com minúscula, se esforça para mostrar ao mundo o quanto é insensata e cruel, do outro lado do Brasil o povo manda dizer a Lula, o que ele é: “meu querido presidente”!

Pois, pasme! A juíza da Vara de Execuções Penais curitibana negou autorização de visitar Lula a ninguém menos que o Prêmio Nobel da Paz de 1980, o argentino Adolfo Perez Esquivel.

Viola, desta forma, a Lei de Execuções Penais, no seu artigo 41, Inciso 10, que inclui a visita de “amigos” dentre os direitos do preso. Fere,  ao mesmo tempo,  por ignorância ou escárnio, a convenção das Nações Unidos, chamada, Regras de Mandela.

Sabe aquela história da lei para todos? Então, menos para Lula.

Na Pracinha do Diário, no Centro do Recife, um banquinho e um quadro de avisos anuncia que ali se escreve “cartas para Lula”. É o bastante para o povo acorrer, e mostrar, na palavra, o quanto o ex-presidente representa para o Zé e a Maria Povinho. E como sua prisão é entendida na real.

O roteiro do filme é o povo quem faz. As redes sociais se encarregam de bombar.

Agrego mais um pouco de beleza nesta noite, num País cujas elites insistem em nos insultar com sua mesquinhez.

Palavra inteligente, música e poesia diretamente do Circo da Democracia na Universidade Federal do Paraná. Com as presenças, dentre outras, de Letícia Sabatella. Leonardo Boff , ex-chanceler Celso Amorim e, exatamente, de Adolfo Perez Esquivel, ao vivo:

Encontro no Tijolaço, pela pena de Fernando Brito, menção importante sobre as Regras de Mandela, que menciono na abertura desta postagem. Transcrevo um trecho – clique para ler a íntegra:

“As Regras de Mandela, elaboradas em 1955 e atualizadas em 2015, que a juíza diz “não desprezar”, em tese, mas rejeita, na prática, não valem para Lula.

Sobre isso, Nelson Mandela, que passou 27 anos encarcerado na África do Sul do apartheid, dizia:

–“Dizem que não se conhece um país realmente até que se esteja em seus cárceres. Não se deve julgar uma nação por como trata seus cidadãos mais privilegiados, mas os mais desfavorecidos.”

 


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