O Santo Nome em vão… ou o pobre débil disponível

por Sulamita Esteliam

Não posso ignorar, solenemente, o assunto do dia, véspera do Dia da Independência, por mais que me cheire a gato na tuba. Um gato muito conveniente para ganhar repercussão midiática-eleitoral.

Todavia, as notícias da noite desta quinta-feira são de que teria sido, mesmo, um atentado a faca que o candidato Você Sabe Quem sofreu, em Juiz de Fora, Minas Gerais. O que, se fato, não é motivo para aplauso, ainda que se trate de quem se trata.

Isso, numa democracia que se preze.

Só que estamos sob golpe, não nos esqueçamos. E Você Sabe Quem é golpista ativo, e militante da violência verbal a estimular violência física, sobretudo contra mulheres, negros, homossexuais, minorias diversas e… petistas e assemelhados.

Agora é vítima, e como tal foi operada, teria tido o intestino grosso e o delgado costurados, e teria passado por uma colostomia; que vem a ser a implantação de uma bolsa para excreção das fezes. É o que diz O Globo.

Segundo os médicos, o risco imediato à vida foi contido, o paciente estaria sob antibióticos e deve ficar internado por cerca de 10 dias.

Se fato é, diz a sabedoria popular que quem semeia vento, colhe tempestade.

Não obstante é questão de bom senso não nos alinharmos à filosofia do alvo exposto. E aí é compreensível que todos os candidatos e partidos tenham repudiado o pretenso ato de violência e se solidarizado com ele.

Embora seu vice, que ora usa a farda como pijama, tenha se apressado a acusar os demônios vermelhos petistas de serem os autores da façanha. Que surpresa!

Segundo a Polícia Federal colheu em depoimento, o autor parece ser uma pessoa com perturbações mentais.

Pode ser que sim. Pode ser um pobre diabo conveniente…

O agressor disse que fez o que fez por motivos pessoais, e “a mando de Deus”.

Não é de estranhar que se traga à baila o Santo Nome em vão.  O Todo-Poderoso certamente está acostumado à promiscuidade recorrente.

De toda forma, a arte da política prescinde da violência. É o que dizem, enquanto o povo padece sob a chibata da casa-grande, desde sempre. Isso não é violência.

Como violência não se alardeia na deposição de uma presidenta eleita, sem crime de responsabilidade.

Igualmente não se fala da violência da volta da fome, da mortalidade infantil, do desemprego, do avanço sobre territórios indígenas e quilombolas, do desmonte de direitos e do patrimônio e da soberania nacional.

Enquanto as instituições se re-contorcem para manter na cadeia, e fora da disputa, ao revés da Constituição e do Estado de Direito, o líder absoluto nas pesquisas para a eleição presidencial de 2018. Um homem que deveriam venerar, por usar o diálogo e a argúcia para fazer política, apesar de…

Contudo, estranho, no mínimo, é que uma facada que “perfure gravemente o intestino grosso” de um ser que se quer humano, não derrame sangue sobre a camisa, sequer.

Estranhíssimo é que a Santa Casa de Juiz de Fora tenha autorizado fotógrafos dentro do Centro Cirúrgico para fotografar o paciente em estado grave de “hemorragia interna”.

A lembrar que Juiz de Fora é a  cidade mineira que se jacta de ser “subúrbio” do Rio de Janeiro, estado que fez de Você Sabe Quem campeão de votos para a Câmara Federal.

Cidade que abriga, não nos esqueçamos, o Comando da 1ª Divisão do Exército e a Penitenciária de Linhares, onde vários presos políticos da ditadura de 1964, padeceram na tortura, especialmente a partir 1967/68.

De tudo, o que mais assusta é a multidão em transe na Manchester mineira, homens sobretudo, carregando o homem que usa crianças para veicular sua incontinência mental.

Já vi esse filme antes. Mais de uma vez. Em 1964 era criança, em 1968 adolescia, mas em 1989 vi como “o som de Lula” deu vitória ao “caçador de marajás”; sem falar do sequestradores do empresário Abílio Diniz, vestidos com a camisa do PT.

Em 2006, teve a montanha de dinheiro dos “aloprados” petistas e dossiê sobre Serra. Em 2010, a bolinha de papel no cocoruto do Serra candidato, desta vez, contra Dilma, e que teve direito até a tomografia e depoimento médico em rede nacional, só que não funcionou.

Em 2014 teve as capas da Óia-Veja! e da IstoQuantoÉ já prenunciando os alvos da sanha lavajatista.

Teorias da conspiração cada um usa como enxerga. Digo que não sou filiada a partido algum nem candidata a nada, e posso falar.

Digo mais: que Deus tenha piedade deste Brasil cada vez mais triste, sem eira nem beira. Mas fato é que o tempo se encarrega da verdade.

Mais do que nunca, como tão bem desenha a charge do querido amigo Cau Gomez, que tomo como amuleto nesta empreitada, #LulaLivreJá!

 

 


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