A soberania popular está sendo fraudada, sob as barbas e madeixas do TSE

por Sulamita Esteliam

É certamente desconcertante, mesmo em se tratando de alguém do nível do coiso. A farsa da candidatura fascista se sustenta em fraude sobre fraude da legislação eleitoral. O esquema para sabotar a vontade soberana do povo é muito maior do que se poderia imaginar, e que a candidatura de Fernando Haddad vem denunciando.

Fizeram no primeiro turno, afetando inclusive candidaturas regionais, sobretudo em Minas Gerais e no Rio de Janeiro – o que, se comprovado, coloca em xeque os resultados das campanhas majoritárias.

E se preparam para botar a máquina em operação na próxima semana, a que antecede a votação do segundo turno.

O Ministério Público Federal e o TSE precisam se manifestar e tomar providências a respeito, e urgentemente.

Tem o financiamento de mais de centena e meia de empresários brasileiros do nível do dono da empresa Havan; o mesmo que constrangeu funcionários a votarem em você sabe quem, sob pena de demissão.

São foras-da-lei. E são apátridas, sem qualquer sentimento de país ou de humanidade.

Quem puxa o fio da meada do esquema é, vejam só, o jornal Folha de São Paulo. Leia a íntegra da reportagem aqui.

Mas o colega Fernando Brito chama a atenção para um detalhe, e tem razão: deve haver muito mais, ou o jornal dos Frias não teria bancado a denúncia, “apenas” com o que revela a matéria. É um aperitivo, o grosso vem na sequência. Tática editorial.

A reportagem assinada por Patrícia Campos Mello afirma que empresas fraudam a lei que proíbe financiamento empresarial de campanha, de forma bastante moderna, digamos: compram pacotes de disparo em massa de mensagens no Whatsapp, milhões e milhões delas, contra o PT.

A repórter está sendo ameaçada via redes sociais por partidários do coiso.

Cada contrato chega a R$ 12 milhões. Cada disparo custa de R$0,08 a R$ 0,40. Seriam mais de centena e meia de empresas. O candidato do PSL declarou à Justiça Eleitoral ter recebido R$2,5 milhões em doações.

É mais do que caixa 2, doação não declarada. É crime mais grave, por que pessoas jurídicas, empresas, não podem financiar campanhas mais. Além disso é abuso de poder econômico, e pode levar à cassação da chapa.

Além de serem mentiras, invenções para beneficiar a própria candidatura e prejudicar o adversário.

O próprio diretor do DataFolha, Mauro Paulino, comentou no Titter que o disparo da candidatura de você sabe quem nos últimos dias que antecederam o primeiro turno, evidencia a existência de fraude.


Mas não é apenas crime eleitoral: o disparo em massa de mensagens envolve banco de dados fornecidos ilegalmente por funcionários de empresas de telefonia e de cobrança. Invasão de privacidade, no mínimo.

E formação de quadrilha, já que envolve, além das empresas doadoras, as fornecedoras de dados e também as agências administradoras da operação.

Com a palavra, repito, o Ministério Público Federal e a Justiça Eleitoral, acionados pelo PT.

A assessoria jurídica da coligação O Povo Feliz entrou com pedido junto ao TSE para investigar o candidato do PSL por:  doação de pessoa jurídica, uso de perfis falsos para propaganda eleitoral e compra irregular de cadastro de usuários. Aqui o documento na íntegra.

A lembrar que a coligação já havia pedido a investigação da campanha adversário por disseminação de fake news, notícias falsas, contra Haddad, Manuela e o PT

Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência da República, já havia cantado a bola em entrevista coletiva no dia 14, quando cobrou a responsabilidade da imprensa sobre o futuro do país. Em entrevista na tarde desta quinta-feira, à Rádio Globo, ele fala sobre o assunto:

Esta semana, Haddad concedeu duas entrevistas esta semana, à TVE Bahia e ao SBT – esta em substituição ao debate programado, mas que não houve porque o inominável se recusa a debater.

Em ambas, explicitou pontos importantes de seu programa de governo para a economia, educação e políticas públicas inclusivas. E usou o tempo e o espaço disponíveis para denunciar a industria de mentiras contra sua candidatura, via zap-zap, pela campanha adversária.

Ao colega Bob Fernandez, da TVE, foi bastante explicito ao questionar a lentidão e falta de estrutura do TSE para barrar a ilegalidade.

Posto os vídeos com a íntegra das duas entrevista, para que você possa ver ou rever, se for o caso. E também para registro histórico, da campanha mais fora da ordem que se tem notícias até aqui.

PS: originalmente, estava postado aqui, o vídeo com a íntegra da entrevista ao SBT. Ao que parece, o uso foi cassado. Então, busquei na página da campanha de Haddad, a seleção do trecho referente à indústria de mentiras.  Há outros lá, clique para ver.


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