A Tal Mineira censurada no FB e no Instagram: o motivo é o Lula na veia!

por Sulamita Esteliam
Censurado

Devo dizer que este blogue anão está sob censura no Facebook desde a semana passada. Só percebi na segunda-feira, porque tenho mais o que fazer na rua do que ficar pendurada em rede social. A mordaça atinge esta reles blogueira também no Instagram, que pertence ao Face, onde não posso mais legendar fotos, curtir ou comentar fotos alheias.

Tempos de obscurantismo estimulam intolerâncias. 

O bloqueio é anterior: a postagem em que afirmo que Lula é preso político antes de reproduzir texto do Luís Nassif sobre a distorção da lógica na condenação e prisão do ex-presidente foi denunciado como “conteúdo abusivo” e é do dia 25 de abril.

Quem o fez, jamais saberei, e pouco interessa. No frigir dos ovos é de censura que se trata. Ação de robozinhos ou teleleguiados bolsomions, ou simplesmente invejosos, todos são covardes que se escondem atrás da impessoalidade das redes para tentar calar a voz de quem pensa por conta própria e dá a cara a tapa.

Seguimos abrindo o verbo por aqui, porque isso é parte da sanidade mental desta velha escriba.

Por falar em sanidade, a Associação Americana de Juristas divulgou nota oficial, na terça-feira, 30, em que reconhece Luiz Inácio Lula da Silva como preso político. Quem consegue raciocinar além do preconceito, e/ou da certeza distorcida e manipulada, sabe disso desde o começo.

A AAJ é organização não-governamental com estatuto consultivo no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas. Ano passado, a entidade já havia denunciado a perseguição jurídico-política a Lula na 39ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Clique para ler o original em espanhol. Transcrevo, a partir do sítio do Instituto Lula/, a tradução livre do documento.

Lula, injustiçado e preso, não perde a fibra nem a leveza – Fotos: Ricardo Stuckert

Declaração da Associação Americana de Juristas reconhecendo Luiz Inácio Lula da Silva como preso político

A Associação Americana de Juristas (AAJ), organização não-governamental com estatuto consultivo nas Nações Unidas, manifesta sua preocupação pelo prolongado encarceramento de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, ainda que a pena tenha sido reduzida por uma corte superior. Esta condenação foi determinada como consequência de uma acusação produzida em violação do devido processo legal, com prejuízo ao direito da defesa, sem provas, e em um processo dirigido pelo juiz Sérgio Moro. Moro é o atual Ministro da Justiça e foi nomeado tão logo o novo governo entreguista e ultradireitista de Jair Bolsonaro tomou posse, beneficiado nas eleições pelo afastamento de Lula da Silva como candidato presidencial, que tinha ampla preferência nas pesquisas eleitorais.

Lula da Silva deixou seu governo com mais de 80% de aprovação. Em agosto de 2018, o Tribunal Superior Eleitoral invalidou sua candidatura e lhe proibiu de se manifestar politicamente da prisão, assim como proibiu seu partido de usar sua popular imagem na campanha eleitoral.

É importante assinalar que a Constituição Brasileira garante a presunção de inocência até o julgamento final do devido processo, o que nem sequer se alcançou até o momento.

É evidente que essas condições demonstram uma prisão feita com violação das garantias fundamentais e com motivações claramente políticas, sem guardar relação com um delito que se enquadre em um marco típico penal, com uma duração e penas acessórias que pretendem afastar a figura pública de Lula da Silva do processo político nacional, e assentar as bases para discriminar a outras pessoas de tendências ideológicas distintas por meio de procedimento irregular.

Esses fatos enquadram o caso naquilo que o Conselho da Europa define juridicamente como uma prisão política, e a Anistia Internacional como uma prisão de consciência.

Portanto, a Associação Americana de Juristas declara que Luiz Inácio Lula da Silva é um preso político e se soma à campanha internacional por sua libertação imediata, participando da campanha “LulaPresoPolítico” para que alcance repercussão internacional ampla. Exortamos as organizações de juristas no mundo a participar desta campanha e a se pronunciar no mesmo sentido.

30 de abril de 2019

Assinam:
Vanessa Ramos, presidenta da AAJ Continental
Luis Carlos Moro, secretário geral
Beinusz Szmukler, presidente do Conselho Consultivo da AAJ

Alguém, uma jornalista que conversou com Mônica Bérgamo, uma das entrevistadoras, gravou um áudio que circulou em grupos da resistência no zap-zap. Impressionada com a atitude do ex-presidente na entrevista, definiu Lula com precisão: “Imbatível”.

A propósito, aproveito para divulgar a íntegra da primeira entrevista de Lula preso político depois de um ano e sete dias de cárcere. Para quem não viu não passar batido, como o “jornalismo” das Organizações Globo e todas as emissoras de TV brasileiras, com síndrome do macaco: não ouço, não vejo e não falo.

Este A Tal Mineira publicou trechos da entrevista concedida aos jornalistas Florestan Fernandes Júnior, do El País Brasil, e Mônica Bergamo, colunista da Folha de São Paulo, dia 26 de abril.

A entrevista foi repercutida com destaque em todos os grandes veículos da imprensa internacional. No Brasil, só a mídia alternativa e a blogosfera replicou. Depois dizem que o PT e a esquerda exagera quando fala que a mídia nativa é venal e o PIG é o motor do golpe.

Note que a Folha, um dos veículos autorizados pelo STF a entrevistar Lula após um ano e 19 dias de prisão e sete meses de batalha judicial, censurou a primeira parte da conversa; exatamente a que Lula discorre sobre a perseguição judicial e política a que é vítima:


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