O risco de prender Lula é fazer dele um Mandela

Lula e Mandela - Foto: Ricardo Stuckert Filho
Lula e Mandela – Foto: Ricardo Stuckert Filho
por Sulamita Esteliam

Queria aliviar e falar sobre cultura, por exemplo. Mas está difícil mudar de assunto. A notícia do dia é a “iminente prisão de Lula”, daqui pra segunda-feira, anunciada por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania. O juiz de província não tem freio, e faz da lei um sarapatel estragado.

Arma-se o circo para que a sessão seja transmitida ao vivo pelo PIG, o Partido da Imprensa Golpista.

Correm o risco de fazer de Lula um Mandela, a despeito de seus 70 anos.

Ou se aposta na nossa covardia, já testada na deposição da presidenta legítima, Dilma. Ou se subestima o caos que pode advir desse ato, que escancara o que já foi dito ene vezes por este e outros blogues desalinhados: vivemos o Estado de exceção.

A ditadura é aqui e agora.

Isso não é Justiça. Nem tem a ver com combate à corrupção, como quer fazer crer a moral hipócrita e seletiva de parte da Nação. É política da pior espécie, é totalitarismo.

O jurista Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da PUC/SP, explicita em matéria da Rede Brasil Atual:

“Toda a exceção se dá com fins políticos. Exceção é o afastamento do Direito para realizar uma intenção política de ataque ao inimigo. Essa é a lógica.”

E olha que é o Lula, que presidiu o País por duas gestões, que retirou o Brasil da indigência internacional e o colocou na vanguarda do combate à fome no mundo – palavra da FAO, que teme o efeito que a crise política e econômica possam ter sobre esses avanços.

O homem que detém mais de 30 títulos de Doutor Honoris Causa das mais renomadas universidades do mundo é transformado em inimigo público número um. E o é, da turma ruim de voto e de caráter.

Por enquanto é o Lula, e outras lideranças do PT. Tudo bem, até que metam o pé na sua porta.

Lula teve sua vida revirada pelo avesso. Não encontraram nada x nada.

Mas isso não vem ao caso. Sabe por quê? Porque fazer da coisa pública objeto privado é a prática. Todo mundo faz, em maior ou menor grau – e não apenas os políticos, é preciso dizer. Por que Lula não o faria?

Ora, Luiz Inácio é humano, sujeito a erros e fraquezas. Se errou, tem que pagar, mas é preciso que se prove.

É perseguição política. Quebra de imagem pelo uso abusivo do sistema de justiça em conluio com a mídia venal. Já que, nas urnas não têm competência para encará-lo.

Assim, é preciso desmontá-lo, quebrá-lo, encarcerá-lo.

Falei isso para um motorista de táxi esta semana, enquanto me levava para a clínica onde eu faria revisão cirúrgica. Parti pra cima dele com tudo, e o homem ficou sem entender.

Ando sem paciência com gente manietada, que se recusa a pensar.

O maridão, que estava comigo e também contra-argumentou com sua calma habitual, acha que ele queria me agradar falando mal do Lula. Confundiu-me com a gente que se acha diferenciada porque habita edifícios classe média em Boa Viagem.

Fico por aqui, a bem da minha saúde.

Compartilho o vídeo da palestra que o Lula fez em Luanda/Angola, em 07 de maio de 2014, a convite da Odebrecht, e que a República de Curitiba e o Ministério Público dizem que ele não fez.

Postagem revista e atualizada às 12:13 h, hora do Recife: correção de erros de digitação em diferentes parágrafos; com minhas desculpas.

 

 

 

 

 

 

 


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