Os cães ladram, e a caravana passa, com a força do povo

A esquerda se une contra o fascismo – Fotos: Ricardo Stuckert
por Sulamita Esteliam

Os cães ladram, e a caravana passa.

Depois de percorrer 14 estados, a partir do Nordeste, a de Lula pelo Sul do País chegou ao fim esta noite em Curitiba.

Um ato que reuniu milhares de pessoas na Praça Santos Andrade, onde fica a antiga sede da Universidade Federal do Paraná, hoje transformada em espaço cultural.

Um desafio e um desagravo à truculência do fascismo que tentou impedir que a democracia se exerça no que ela tem de mais precioso: a liberdade de escolha e de manifestação.

Ao preço do ódio, a pedradas, ovos, chicotes e até tiros, contra Lula e comitiva, mas também contra a gente que o apoia nos lugares por onde passou.

São tempos sombrios, bem o sabemos, e tenho batido nesta tecla aqui, faz tempo. Não obstante, a matilha não tem armas para encarar a força do povo. Até porque os predadores são covardes.

O ato foi suprapartidário, em defesa da democracia e em apoio à Lula e em solidariedade à caravana, e foi aberto pela presidenta Dilma Rousseff, a legítima.

Reuniu parlamentares de diversos partidos, representantes dos movimentos cultural, sindical e lideranças do movimentos populares.

Lá estavam João Pedro Stédile, do MST, Guilherme Boulos, do MTST e pré-candidato do PSol à Presidência da República, Manuela D’ávila, ex-deputada e ora também pré-candidata à PR, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), João Capeberibe (PSB-AP), Juliano Medeiros, presidente do PSol.

Parece que as esquerdas começam a se tocar que com o fascismo não se brinca, se une para resistir. As falas da presidenta Dilma, de Boulos, de Manuela, Requião, Stédile e de Lula, cada qual no seu estilo apontam nessa direção.

Tomara se concretize.

Posto o vídeo do ato, que foi transmitido ao vivo no perfil oficial de Luiz Inácio Lula da Silva no Facebook.

Chamo a atenção para fala da jovem Izabela Cruz, representante quilombola.

Explica o porquê de nunca dantes neste país alguém pôde se comparar ao que Lula significa para a gente que carrega o Brasil no lombo. Como aliás mostram as fotos em meio à postagem.

Está por volta do minuto -47:00 para o fim do ato, encerrado com o discurso de Luiz Inácio;

As notícias do dia dão conta de que os prováveis agentes do atentado a tiros contra dois ônibus da caravana de Lula já estão identificados, ou parte deles.

Não pela polícia, mas pelo Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia, que apresentou Notícia Crime ao Ministério Público do Paraná contra as pessoas rastreadas, 31 até agora.

Está no blogue do Marcelo Auler, sob o título “Rastros da preparação dos ataques à caravana de Lula”.

Sintomático. Na Polícia Civil do Paraná não se tem visível qualquer avanço. É, porém, a responsável pela apuração da tentativa de homicídio, assim definida pelo delegado de Lanjeiras do Sulem, distrito onde se deu o atentado.

Ele foi  afastado do caso, segundo denuncia, exatamente por assim entendê-lo.

“Se há disparo de arma de fogo em direção a diversas pessoas em um ônibus, isso será considerado, em um primeiro momento, tentativa de homicídio, aqui e em qualquer lugar do mundo, embora se respeite opiniões diversas, desde que juridicamente fundamentadas”, disse em nota divulgada na noite do atentado.

A lembrar que a Polícia Militar do governo tucano não moveu uma palha para garantir a segurança da caravana pelo Estado. Vai ter que responder pela omissão que causa espécie mundo afora.

Todavia, não é de se estranhar. Um tucano age como tucano, sempre.

Está aí o Geraldo Alckmin,governador de São Paulo,  que não me deixa mentir, e nem deixa ilusões – inclusive para suas pretensões de alçar voo político.

A respeito, vale a leitura do que escreve José Roberto Toledo na revista Piauí – aqui a transcrição no Tijolaço.

 

 

 

 

Desta vez, a mídia venal, que esconde o carinho e o frenesi do povo com seu líder desde a primeira caravana, no Nordeste, depois em Minas e no Rio de Janeiro, não tem como tergiversar.

Pelo menos parte dela tinha jornalistas em um dos dois ônibus que tiveram os pneus furados por “miguelitos” e foram alvejado por disparos.

“Foi um atentado”, relata a repórter Eleonora Lucena, da insuspeita Folha de São Paulo. Eis um trecho do depoimento.

“A escalada fascista subiu mais um degrau. Grupos ultradireitistas não enxergam limites. Ovos, pedras, projéteis, chicotes. São milícias armadas que planejam atentados. Como as gangues que precederam as SS nazista. O mesmo modus operandi terrorista.

Vi isso num crescendo nos últimos dias. Adeptos de Bolsonaro, ruralistas, pessoas violentas que berram e xingam. Eu mesma levei uma ovada na cabeça no sábado só por estar saindo do hotel onde estava hospedado Lula. “Lincha, é comunista”, ouvi em algum momento.

O país precisa reagir. O atentado não foi só contra Lula. O projétil foi contra a democracia. Democratas precisam aprender com a história e formar já uma frente ampla contra o fascismo.”

Clique para ler a íntegra.

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Potagem revista e atualizada às 13:07 horas: correção de erros de gramática e de clareza na redação de alguns trechos. Com minhas desculpas.

 

 


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