Acompanhe: trabalhadores nas ruas, em defesa dos direitos, pela democracia e por Lula Livre

Pisa, pisa, pisa ligeiro. Quem não pode com a formiga não atiça o formigueiro… – Curitiba na manhã do 1º de maio, nas imediações da Polícia Federal – Foto: Ricardo Stuckert
por Sulamita Esteliam

Em tempos sombrios, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, a gente trabalha – para que se faça luz. Em defesa dos direitos, pela democracia e por Lula Livre!

É preciso dizer que Liberdade para Lula hoje é um grito mundial.

Antes de seguir para o ato no Recife, na Praça da Democracia, no Derby, transcrevo artigo do presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas

Ele escreve sobre o que unifica o movimento sindical nesse 1º de Maio do Brasil em estado de golpe e de arbítrio: a crise econômica, social e política no Brasil pós-golpe, a prisão politica do ex-presidente Lula e o recrudescimento da violência, fruto da crise e do arbítrio.

Está publicado na edição do dia da Folha de São Paulo, jornal que, todos sabem, integra a mídia venal, ou o “PIG cheiroso”, como quer o Conversa Afiada. Publico a partir do Tijolaço, do caro Fernando Brito.

Antes, agrego o vídeo das manifestações do 1º de Março Unificado, a partir de Curitiba, que começaram logo cedo, embora o ato oficial, na Praça Santos Andrade, no centro histórico da capital paranaense esteja marcado para as 14:00 horas.

Nesta terça, o Bom-dia, Lula, em frente a sede da Polícia Federal, onde o ex-presidente está encarcerado, teve direito a marcha reafirmando o apoio da gente trabalhadora a Lula: “Sempre estarei contigo”, cantaram os manifestantes.

Enquanto Euzinha vou exercer a parte que me cabe neste latifúndio, você pode acompanhar também as manifestações Brasil afora, minuto a minuto, a partir da cobertura compartilhada no sítio da CUT NACIONAL.

Ou através da página oficial de Luiz Inácio Lula da Silva no Facebook

Cidadania dá trabalho, hoje mais do que sempre.

Pisa, pisa, pisa ligeiro. Quem não pode com a formiga, não atiça o formigueiro.

Agora, sim, o artigo do presidente nacional da CUT:

Em defesa dos direitos e por Lula Livre

Luz e Vagner – foto capturada no DCM
Vagner Freitas, na Folha de S. Paulo, via Tijolaço

Três fatos unificam as sete maiores centrais sindicais do Brasil neste 1º de Maio: a crise econômica, política e social que tomou conta do país desde o golpe de Estado; a prisão do ex-presidente Lula, em mais uma tentativa de o tornar inelegível e impedir sua vitória nas urnas nas eleições deste ano; e a violência, estimulada pelas crises econômica e política. Os fatos mostram isso.

A taxa de desemprego alcançou escandalosos 13,1% no primeiro trimestre de 2018, o que equivale a 13,7 milhões de homens e mulheres sem recursos nem sequer para as despesas básicas. Em 2017, 12,3 milhões de lares usaram lenha ou carvão para cozinhar —1,2 milhão deixaram de usar gás de cozinha só no ano passado por causa dos reajustes do botijão, que acumula alta de mais de 16% no ano, descontada a inflação. 

Por outro lado, os 10% mais ricos se apropriaram de 43% da renda total do país, enquanto que os 10% mais pobres ficaram com míseros 0,8% da renda nacional.

Esses dados, divulgados no mês de abril pelo IBGE, um instituto público da administração federal, refletem o triste retrato do nosso país, dirigido por um governo ilegítimo que deu um golpe parlamentar, com amplo apoio da mídia, dos empresários, do capital financeiro e de parte do Judiciário.

Um golpe que tinha exatamente esse objetivo: retirar os direitos da CLT, acabar com a Previdência Social, aumentar a exclusão social, criar um exército de desempregados, rebaixar salários e acabar com as políticas públicas que possibilitaram crescimento e desenvolvimento sustentável com distribuição de renda e justiça social. Além de atentar contra a soberania nacional, entregando o patrimônio público das estatais para as grandes multinacionais.

Mais do que lamentar o retrocesso dos últimos dois anos, é preciso reafirmar e resgatar a capacidade de resistência e de luta da classe trabalhadora, que impediu a reforma da Previdência, e construir uma agenda em torno da recuperação da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas.

Essa agenda passa pela valorização dos salários; pela ampliação das políticas sociais e da economia solidária; por uma reforma tributária que desonere trabalhadores e classe média e taxe os mais ricos e o capital especulativo; pela retomada da capacidade de investimento do Estado em tecnologia, educação e saúde; reforma agrária; e pela agricultura familiar, em especial a agroecologia, para garantir alimentos mais baratos a toda população.

Destaco, ainda, a criação de um pacto nacional pela paz e contra a violência, com intervenção social nas comunidades e resgate da nossa juventude.

Essa agenda está associada também à defesa da democracia e do restabelecimento do Estado de Direito. Por isso, defendemos e nos solidarizamos com o ex-presidente Lula, que foi preso injustamente porque tem compromisso com a retomada desse programa que inclui a grande maioria do povo brasileiro e é a única liderança política com capacidade de implementá-lo, colocando o Brasil em um outro patamar de desenvolvimento.

É exatamente porque ele tem esse compromisso com o povo e lidera todas as pesquisas de intenção de votos para as eleições presidenciais que querem impedi-lo de disputar, mesmo que tenham de desrespeitar a Constituição, que assegura a presunção da inocência e que ninguém pode ser preso antes que todos os recursos sejam julgados. 

Vamos mobilizar nossas bases para debater essa agenda, defender a inocência de Lula, seu direito de concorrer e também para eleger parlamentares comprometidos com os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e com o desenvolvimento com inclusão e justiça social.

E o 1º de Maio unificado é só um dos passos. Atos de violência e tiros não nos intimidarão.

Artigo do presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, na Folha de S. Paulo:

Três fatos unificam as sete maiores centrais sindicais do Brasil neste 1º de Maio: a crise econômica, política e social que tomou conta do país desde o golpe de Estado; a prisão do ex-presidente Lula, em mais uma tentativa de o tornar inelegível e impedir sua vitória nas urnas nas eleições deste ano; e a violência, estimulada pelas crises econômica e política. Os fatos mostram isso.

A taxa de desemprego alcançou escandalosos 13,1% no primeiro trimestre de 2018, o que equivale a 13,7 milhões de homens e mulheres sem recursos nem sequer para as despesas básicas. Em 2017, 12,3 milhões de lares usaram lenha ou carvão para cozinhar —1,2 milhão deixaram de usar gás de cozinha só no ano passado por causa dos reajustes do botijão, que acumula alta de mais de 16% no ano, descontada a inflação. 

Por outro lado, os 10% mais ricos se apropriaram de 43% da renda total do país, enquanto que os 10% mais pobres ficaram com míseros 0,8% da renda nacional.

Esses dados, divulgados no mês de abril pelo IBGE, um instituto público da administração federal, refletem o triste retrato do nosso país, dirigido por um governo ilegítimo que deu um golpe parlamentar, com amplo apoio da mídia, dos empresários, do capital financeiro e de parte do Judiciário.

Um golpe que tinha exatamente esse objetivo: retirar os direitos da CLT, acabar com a Previdência Social, aumentar a exclusão social, criar um exército de desempregados, rebaixar salários e acabar com as políticas públicas que possibilitaram crescimento e desenvolvimento sustentável com distribuição de renda e justiça social. Além de atentar contra a soberania nacional, entregando o patrimônio público das estatais para as grandes multinacionais.

Mais do que lamentar o retrocesso dos últimos dois anos, é preciso reafirmar e resgatar a capacidade de resistência e de luta da classe trabalhadora, que impediu a reforma da Previdência, e construir uma agenda em torno da recuperação da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas.

Essa agenda passa pela valorização dos salários; pela ampliação das políticas sociais e da economia solidária; por uma reforma tributária que desonere trabalhadores e classe média e taxe os mais ricos e o capital especulativo; pela retomada da capacidade de investimento do Estado em tecnologia, educação e saúde; reforma agrária; e pela agricultura familiar, em especial a agroecologia, para garantir alimentos mais baratos a toda população.

Destaco, ainda, a criação de um pacto nacional pela paz e contra a violência, com intervenção social nas comunidades e resgate da nossa juventude.

Essa agenda está associada também à defesa da democracia e do restabelecimento do Estado de Direito. Por isso, defendemos e nos solidarizamos com o ex-presidente Lula, que foi preso injustamente porque tem compromisso com a retomada desse programa que inclui a grande maioria do povo brasileiro e é a única liderança política com capacidade de implementá-lo, colocando o Brasil em um outro patamar de desenvolvimento.

É exatamente porque ele tem esse compromisso com o povo e lidera todas as pesquisas de intenção de votos para as eleições presidenciais que querem impedi-lo de disputar, mesmo que tenham de desrespeitar a Constituição, que assegura a presunção da inocência e que ninguém pode ser preso antes que todos os recursos sejam julgados. 

Vamos mobilizar nossas bases para debater essa agenda, defender a inocência de Lula, seu direito de concorrer e também para eleger parlamentares comprometidos com os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e com o desenvolvimento com inclusão e justiça social.

E o 1º de Maio unificado é só um dos passos. Atos de violência e tiros não nos intimidarão.

Artigo do presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, na Folha de S. Paulo:

Três fatos unificam as sete maiores centrais sindicais do Brasil neste 1º de Maio: a crise econômica, política e social que tomou conta do país desde o golpe de Estado; a prisão do ex-presidente Lula, em mais uma tentativa de o tornar inelegível e impedir sua vitória nas urnas nas eleições deste ano; e a violência, estimulada pelas crises econômica e política. Os fatos mostram isso.

A taxa de desemprego alcançou escandalosos 13,1% no primeiro trimestre de 2018, o que equivale a 13,7 milhões de homens e mulheres sem recursos nem sequer para as despesas básicas. Em 2017, 12,3 milhões de lares usaram lenha ou carvão para cozinhar —1,2 milhão deixaram de usar gás de cozinha só no ano passado por causa dos reajustes do botijão, que acumula alta de mais de 16% no ano, descontada a inflação. 

Por outro lado, os 10% mais ricos se apropriaram de 43% da renda total do país, enquanto que os 10% mais pobres ficaram com míseros 0,8% da renda nacional.

Esses dados, divulgados no mês de abril pelo IBGE, um instituto público da administração federal, refletem o triste retrato do nosso país, dirigido por um governo ilegítimo que deu um golpe parlamentar, com amplo apoio da mídia, dos empresários, do capital financeiro e de parte do Judiciário.

Um golpe que tinha exatamente esse objetivo: retirar os direitos da CLT, acabar com a Previdência Social, aumentar a exclusão social, criar um exército de desempregados, rebaixar salários e acabar com as políticas públicas que possibilitaram crescimento e desenvolvimento sustentável com distribuição de renda e justiça social. Além de atentar contra a soberania nacional, entregando o patrimônio público das estatais para as grandes multinacionais.

Mais do que lamentar o retrocesso dos últimos dois anos, é preciso reafirmar e resgatar a capacidade de resistência e de luta da classe trabalhadora, que impediu a reforma da Previdência, e construir uma agenda em torno da recuperação da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas.

Essa agenda passa pela valorização dos salários; pela ampliação das políticas sociais e da economia solidária; por uma reforma tributária que desonere trabalhadores e classe média e taxe os mais ricos e o capital especulativo; pela retomada da capacidade de investimento do Estado em tecnologia, educação e saúde; reforma agrária; e pela agricultura familiar, em especial a agroecologia, para garantir alimentos mais baratos a toda população.

Destaco, ainda, a criação de um pacto nacional pela paz e contra a violência, com intervenção social nas comunidades e resgate da nossa juventude.

Essa agenda está associada também à defesa da democracia e do restabelecimento do Estado de Direito. Por isso, defendemos e nos solidarizamos com o ex-presidente Lula, que foi preso injustamente porque tem compromisso com a retomada desse programa que inclui a grande maioria do povo brasileiro e é a única liderança política com capacidade de implementá-lo, colocando o Brasil em um outro patamar de desenvolvimento.

É exatamente porque ele tem esse compromisso com o povo e lidera todas as pesquisas de intenção de votos para as eleições presidenciais que querem impedi-lo de disputar, mesmo que tenham de desrespeitar a Constituição, que assegura a presunção da inocência e que ninguém pode ser preso antes que todos os recursos sejam julgados. 

Vamos mobilizar nossas bases para debater essa agenda, defender a inocência de Lula, seu direito de concorrer e também para eleger parlamentares comprometidos com os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e com o desenvolvimento com inclusão e justiça social.

E o 1º de Maio unificado é só um dos passos. Atos de violência e tiros não nos intimidarão.


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