O desgoverno implode e leva junto o detonador ‘mineirim’

por Sulamita Esteliam

Pela internet nos chega a bomba do dia, que pode ser assim traduzida: o desgoverno implodiu e a camarilha vai junto, capitaneada pelo AhÉCim.  Sob o silêncio retumbante das panelas, mas com ruas e praças repletas e unidas num duplo grito: Fora, Temer! Diretas, já!

O tempo imediato é quem vai dizer o que será que será…

A própria patrocinadora do golpe que levou o mordomo ao poder pede a renúncia ou o impeachment de Michel Temer.

Derrubado o sigilo – ou vazada seletivamente, a bem do sistema Globo – da delação da JBS, o que temos: o executivo da Friboi gravou Temer indicando um propineiro-vassalo e estimulando o pagamento de mesada para manter o Cunha em silêncio, e a Polícia Federal filmou as entregas.

Gravou também o primeiro neto pedindo R$ 2 milhões, que foram rastreados pela PF até a conta do senador Zezé Perrela (PSDB-MG), compadre do AhÉCim.

Está tudo lá na reportagem de O Globo.

Obviamente, o PT também consta da delação. Enfiaram lá o ex-ministro Guido Mantega como mediador de doações para o PT – propina ou caixa – e intermediador de interesses do grupo empresarial junto ao BNDES, segundo o Joesley.

Mas aqui, ao contrário das demais, não há grampo, nem provas, só delações.

Devo confessar: em homenagem ao mordomo com a casaca lambuzada, nossa caçula pediu, e nós concedemos, que se ligasse a TV no Jornal Nacional desta quarta-feira, dia em que os escombros da República foram ao chão. Só pra ver “o que eles vão dar”.

E ela e o pai viram – eu me mantive no quarto – e ouviram o mesmo que eu lia no meu PC, a partir de linque capturado pela filha em suas conexões nas redes sociais. Lia e tentava processar: Temer, o mordomo usurpador, foi pego com a boca na botija, e AhÉCim, o mau-perdedor, também.

Meu celular pipocava mensagens repercutindo a notícia. Em um dos grupos, uma colega que trabalha na Câmara avisa que o Rodrigo Maia “acaba de encerrar a sessão, aos gritos de fora, Temer!” No outro, mulheres não sabem se celebram ou ecoam o medo…

A Globo falando mal do Temer e do Aécio, ajudando a derrubar os golpistas, como assim!?

Mas é fato. O Brasil está de ponta cabeça.

Só sei que Euzinha, e todos aqui em casa, votamos na Dilma. A exemplo da garota que posa de papagaia de pirata por trás da repórter da Globo, na Câmara dos Deputados.

Ora, “eles” do JN, amplificaram a bomba publicada horas antes na versão digital de O Globo. Reportagem de Lauro Jardim – que não é exatamente referência de equilíbrio – em linha direta com o STF e o relator Edson Fachin da Lava Jato.

Eis o vídeo, compartilhado do Conversa Afiada, que gravou o JN no ventilador:

Mas, por que será as Organizações Globo, seis dias após terem dedicado uma edição inteira para esculhambar o Lula e a Dilma, fazem o estardalhaço devido com uma bomba de tal potencial, justo contra o mordomo e o mineirim detonador do golpe?

O Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada tem algumas ideias a respeito. Assistam ao vídeo:

Pode ser que sim, pode ser que não. Talvez, seja puro instinto de sobrevivência, mesmo. Afinal, nenhum governo, quanto mais um desgoverno, pode sobreviver a tamanha hecatombe. E é preciso estar do lado certo, na hora certa.

Ou talvez seja uma nova etapa do golpe. Tanto é que comentarista global, sabe-se pelas redes sociais, lembra que diretas, agora, seria inconstitucional. Como se a farsa da deposição da presidenta Dilma, a legítima, não o fosse.

Não sabemos ainda o que virá depois de tudo o que está revelado.

O que se sabe é que está na Constituição. E ela prevê, nessa altura do jogo, trocar o usurpador por alguém eleito pela via indireta, portanto, sem a legitimidade do voto popular.

Daí a movimentação parlamentar agora no sentido contrário, pela aprovação de uma emenda que torne constitucional as eleições diretas, a restauração plena da democracia com o voto de quem a legitima, o povo.

A menos que o STF cumpra o seu papel e anule a farsa do impeachment da presidenta, Dilma Rousseff. Nem que seja com o compromisso de convocar-se eleições gerais diretas, imediatamente.

Na Câmara dos Deputados, os partidos de oposição – PT, PCdoB, PSol, PDT, PSB e Rede lançaram nota conjunta “Pela Democracia”, em que alertam para a gravidade do momento, pedem a renúncia de Temer e a convocação de eleições diretas antecipadas.

E se colocam em vigília permanente pela democracia.

A ideia é votar amanhã, em comissão, a chamada PEC do Miro, que altera dispositivo constitucional para permitir a eleição direta para presidente em até seis meses do fim do mandato.

A avaliação é de que o mordomo não tem a menor condição de seguir desgovernando o Brasil.

Enquanto isso, a Av. Paulista ferve aos gritos de “não acabou, tem que acabar, queremos o fim do governo Temer, já!”. Convocados pelas redes sociais, o número de manifestantes é crescente, mostra o coletivo Mídia Ninja.

Na capital do país, também, está havendo protestos em frente ao Palácio do Planalto no momento em que finalizo esta postagem. Mas lá a repressão já baixou pra valer, mas o o povo se manteve firme e só faz aumentar, como mostra o vídeo do coletivo Jornalistas Livres:

E já há um calendário de atos definido para esta quinta-feira nas principais capitais do país. Democracia, já!


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